quinta-feira, 14 de novembro de 2013
PROFETAS FALSOS E VERDADEIROS.
Jeremias ficou profundamente angustiado com o ministério dos falsos profetas que se opunham a ele. “Meu coração está partido dentro de mim”, ele clamou, todos os meus ossos tremem” (Jr 23.9).
A situação atual é parecida, porém com uma diferença. Existem muitos falsos profetas (como Jesus disse que haveria), mas não há ninguém parecido com Jeremias, raras exceções. Certamente alguns possuem um discernimento espiritual profético em relação ao significado e à aplicação dos textos bíblicos. Mas não há ninguém que tenha inspiração ou a autoridade dos profetas bíblicos como Jeremias.
Em vez disso, somos abençoados por ter a Palavra escrita de Deus. Assim, o contraste hoje é entre os verdadeiros mestres que se submetem às Escrituras e os falsos mestres que rejeitam ou manipulam a Palavra de Deus.
Jeremias destaca cinco características dos falsos profetas:
1. * Eles abusam de seu poder. São marcados pelo excesso de autoridade que pela mansidão de Cristo. “Seu poder é ilegítimo” (v. 10)
2. * Eles “vivem uma mentira”; têm uma vida dupla, desempenham um papel na vida pessoal e outro na vida pública (v. 13-14)
3. * Eles encorajam os que praticam o mal, em vez de chamá-los ao arrependimento (v. 14,22)
4. * Eles enchem as pessoas de falsas esperanças, dizendo que nenhum mal lhes sucederá (v. 16-17)
5. * “Falam de visões inventadas por eles mesmos, e que não vêm da boca do Senhor” (v. 16)
Somente a Palavra de Deus é eficaz. Como um martelo, ela despedaça a rocha dos corações obstinados. Como fogo, ela queima e purifica. Ela não é como a palha, mas nutritiva como o trigo (v. 28-29)
Não deveríamos ter dificuldade em colocar a Palavra de Deus acima dos nossos sonhos humanos, nem de escolher a revelação em vez da especulação. Talvez a maior necessidade de nossas igrejas seja de pastores que exponham e apliquem fielmente a Palavra de Deus, e que praticam aquilo que pregam.
Nele, a Palavra eterna
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Unção tem 4 sentidos no Novo Testamento...
1. sentido é o uso do óleo derramado sobre o corpo ou parte do corpo para fins de cura. Somos, por exemplo, informados de que os discípulos de Jesus expulsavam muitos demônios e ungiam muitos doentes com óleo, e os curavam (Mc 6.13). Tiago recomenda que as orações pelos enfermos sejam acompanhadas com óleo (Tg 5.14).
2. Outro sentido indica a honra dada a uma pessoa. Foi o caso da mulher que se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com suas lágrimas. Depois enxugou com seus cabelos, beijou e os ungiu com perfume (Lc 7.38)
3. Era comum ao tempo de Jesus que os corpos mortos fossem perfumados como parte de seu preparo para o sepultamento. Nesse sentido, lemos: Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus (Mc 16.1)
4. Dessas práticas, temos a que venceu o tempo, por seu caráter simbólico. Ungir significa separar uma pessoa para uma missão específica no reino de Deus. Jesus aplica a si mesmo o verbo “ungir”, usado também no Antigo Testamento para a consagração de reis, profetas e sacerdotes. Disse Ele na sinagoga de Nazaré: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para pregar boas-novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos (Lc 4.18).
Pregando em Cesaréia, Pedro lembra que Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e como Ele andou por toda a parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo Diabo, porque Deus estava com Ele (At 10.38).
Quando Paulo diz que Deus nos ungiu (2 Co 1.21b), ele incorpora esses significados todos. Primeiramente, Deus nos curou de nossos pecados, pela morte de Jesus na cruz, como escreve Pedro (1 Pe 2.24). Mais ainda, Deus nos olha como filhos amados, destila óleo sobre nossa cabeça, óleo de honra e óleo que nos perfuma, de modo que possamos ser vistos e cheirados, por causa da fragrância de Cristo (2 Co 2.14). Somos, então, especiais também porque a unção de Deus significa que Ele tem expectativa para nós. O ungido é aquele que tem uma missão. Somos especiais para Deus porque Ele nos deixa uma missão: como Ele quer que a graça alcance o mundo, quer que sejamos os anunciadores, pela voz e pela vida, dessa graça.
Somos especiais? Se você é um pregador do evangelho da graça, você é especial. Neste caso, você está entre aqueles que têm uma unção que procede do Santo [Deus] (1 Jo 2.20).
terça-feira, 12 de novembro de 2013
PADARIA SEM PÃO, IGREJA SEM JESUS.
Um dia desses, saídos da igreja, paramos numa padaria que fora reformada. Nova frente, vitrines amplas, ar condicionado, bom espaço, prateleiras circulares ao redor das pilastras e outras horizontais. Muito material: suco, refresco, panetone, lanchonete, congelados. Que legal! Um bom lugar para comprarmos um pãozinho quente na ida para casa. Só que, tendo muita coisa, a padaria não tinha pão. Padaria sem pão.
Um amigo meu, no tempo em que não havia etanol, apenas gasolina e diesel, parou num posto de gasolina, entregou a chave do possante Fusca ao frentista e pediu “Completa!”. O frentista indagou: “O senhor quer gasolina?”. O amigo, que não tinha muito humor, retrucou: “Não, quero banana. Vim comprar banana!”.
Não fui grosseiro assim. Mas também não queria energético, revistas de palavras cruzadas, chaveiro de time de futebol ou lâmina de barbear. Queria pão. Como não havia, fui-me embora.
Há igrejas como esta padaria. A pessoa não ouve falar de Jesus, embora a igreja seja dele. Ela louva o louvor, reivindica, declara, aperta o braço do irmão e diz que ele nasceu para ser vencedor (ao comando do dirigente), mas não ouve falar de Jesus, da cruz, da salvação eterna ganha no Calvário. Padaria sem o Pão da Vida.
Padaria sem pão é culto sem Jesus e sem a cruz. É o culto em que a Bíblia não é proclamada em sua inteireza, mas apenas partes isoladas que não mostram seu ensino, e sim o que as pessoas desejam. Padaria sem pão é o culto sem proclamação da soberania de Deus, da sua graça que perdoa nossos pecados quando nos arrependemos, mas apenas apresenta palavras de animação. Padaria sem pão tem o rosto de Lair Ribeiro, não o de Jesus. Os ouvintes não são pecadores que precisam ser confrontados com sua situação real e com a graça de Deus que os aceita, perdoa e restaura. Numa cópia do mundo, eles são vítimas de um mundo mau e de um Maligno que lhes tira as coisas e eles devem vir pedir restituição na igreja. Padaria sem pão é a igreja que vê culpados como coitadinhos. E ao invés de chamá-los ao arrependimento e a depositarem a vida e a fé em Jesus, ministra-lhes terapia de segunda categoria: como se sentir bem em seus pecados, ao invés de deixá-los.
Padaria sem pão tem muita coisa. Mas não tem o essencial. Igreja sem o essencial é assim. Tem o jantarzinho, a pelada sabatina, o joguinho de vôlei, o carteado entre irmãos, mas não tem a adoração ao Deus Santo, com o temor de Isaías (Is 6.5) e com o sentimento de indignidade de Pedro (“Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador” – Lc 5.8). Padaria sem pão, não tem quebrantamento. Tem alarido, mas não convicção de pecado.
Deus amado, não nos deixe ser padaria sem pão! Que queiramos o Pão da Vida, e não os badulaques da padaria.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
NEGUE-SE A SI MESMO!
Há quem diga que ser um verdadeiro cristão é fácil. Por outro lado, existem aqueles que discordam dessa declaração. Eu prefiro ficar com o segundo modo de pensar. Na verdade, não é nada fácil ser discípulo de Jesus Cristo (Mt 8.20). Em compensação, nada se compara ao andar ao lado dEle, ouvindo as suas inefáveis palavras em meio a oscilantes momentos (Mt 5.1, 2; Lc 5.5, 6; Mt 9.9).
Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9.23). Este versículo fala aos nossos corações? Acredito que sim! O Mestre deixa bem claro que se qualquer pessoa quiser segui-lo, deve negar-se a si mesmo. Negar a si mesmo é sacrificante, difícil e penoso, mas a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).
Lucas 9, Nos mostra que a decisão para irmos apos Ele, precisa sair de nós, é uma escolha nossa, nem por força e nem por violência, mais uma suave escolha nossa, que pode acarretar em uma transformação plena do nosso ser.
Negar-se a si mesmo e deixar toda sua força de lado, todo seu EU, seu orgulho, seu achismo, e tomar a verdadeira Cruz, pois existem falsas cruzes capaz de enganar homens mulheres de Deus, e por final seguir o caminho do Senhor.
Em Tiago 1.12, está escrito: "Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam". Se Cristo não tivesse suportado a cruz, onde estaríamos agora? Mas Ele, "pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus" (Hb 12.2).
Nosso Cristo também falou que os seus genuínos servos tomariam a "cruz" de cada dia. A cruz, na época bíblica, era símbolo de ignomínia ou desonra, por isso que em Hebreus 12.2 fala que Jesus a suportou, aguentando as afrontas. Em 1 Co 1.18, diz: "Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem". Contudo, a segunda parte deste mesmo verso atesta: "... mas, para nós, que somos salvos, é o poder de Deus".
Apesar das afrontas por parte dos cegos espirituais (2 Co 4.4), continuemos proclamando as virtudes do Madeiro: perdão, cura, amor, salvação, justiça, purificação, regeneração, eternidade...
Por graça divina,
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